Mika Takahashi
Mika Takahashi (São Paulo, Brasil, 1988), é artista visual e dedica-se especialmente à pintura. Sua produção mais recente emerge de referências visuais ao mundo dos sonhos e da memória, ao mesmo tempo que dialoga com um vasto repertório de imagens científicas sobre o universo, tanto em escalas macro quanto microscópicas. São manifestações de bioluminescência ou das relações simbióticas entre espécie de insetos, fungos, vegetais e células de diferentes formas de vida. Por meio de uma fatura marcada pelo gestual e pela sobreposição de camadas de tinta a óleo densas ou dissolvidas, cria composições abstratas que evocam a dinâmica das formas orgânicas em constante transformação. Cada tela convida quem observa ao mergulho contemplativo nessa interseção entre realidade e imaginação, ciência e ficção pictórica.
Antes dessas explosões orgânico-abstratas, Mika pintou uma série de paisagens e cenas de cotidiano que parecem fundir retratos antigos e contextos de fantasia, compondo um universo onde seres fantásticos, animais e pessoas parecem conviver com ruínas, espaços em iminência de desaparecer ou imagens que parecem captar uma lembrança ou um sonho no momento em que se diluem da memória, da existência. A carga narrativa de seu trabalho está conectada com sua trajetória, uma vez que atuou por muito tempo como ilustradora e quadrinista para publicações e vídeos de animação, tendo publicado dois livros de sua autoria: “Ink stories” e “Além do trilhos”. Mika é formada em Design pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.
Realizou a exposição individual “Chuva Solar” (2026), Simões de Assis, Curitiba, e “Noctiluca” (2025), Simões de Assis, São Paulo. Dentre suas exposições coletivas estão, “A Beach Scene” (2026), Tashmoo Spring Building, Tisbury; “Thinking of a Place” (2026), Blue Door Gallery, Nova York; “Mapa Aberto” (2026), curadoria de Vini Maia e Kamila Bach, Palácio 29 de Março, Curitiba; “Inverno Dentro do Bosque” (2026), Luciana Brito Galeria, São Paulo; “Intimidade das formas” (2024), curadoria de Yudi Rafael, na Casa Zalszupin, São Paulo; “RAW” (2024), Fortes D’Aloia & Gabriel + HOA Galeria, São Paulo; “Ponta dos Dedos” (2023), Galeria Bianca Boeckel, São Paulo, com texto de Carollina Lauriano; e “Terra Incógnita” (2023), Gruta, São Paulo, com texto crítico de Vinícius Gerheim.
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