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Cícero Dias - Um percurso poético | O Globo


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A retrospectiva “Cícero Dias — Um percurso poético”, que chega ao Rio amanhã após ser vista por mais de cem mil pessoas em São Paulo e Brasília, traça um panorama da obra e dos 95 anos do artista, nascido há 110 no Engenho Jundiá, no município de Escada (PE), a 63 quilômetros do Recife.

Com curadoria de Denise Mattar e curadoria honorária de Sylvia Dias, filha do pintor, a exposição mapeia a trajetória de Cícero: o início da carreira no Rio de Janeiro, onde se relacionou com os modernistas na década de 1920; a ida para Paris em 1937, onde se tornou amigo de importantes nomes da história da arte, como os espanhóis Pablo Picasso (padrinho de Sylvia) e Joan Miró, o americano Alexander Calder e os franceses Georges Braque e Fernand Léger; a progressiva mudança para o abstracionismo nos anos 1940, gênero em que Cícero foi pioneiro no Brasil; e o retorno para a figuração, no fim dos anos 1950.

A exposição traz ainda obras realizadas em Lisboa, no pós-guerra, que apontam para uma reinvenção cromática que marcaria sua obra posterior, as telas “Mamoeiro ou dançarino?”, “Galo ou abacaxi?”, “Moça ou castanha de caju?” e “Guarda-chuva ou instrumento musical?”, reunidas pela primeira vez em uma mostra.



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